Canções terapêuticas para o trabalho clínico com as clivagens "mãe boa" | "pai mau" e "mãe má" | "pai "bom"
Estas quatro canções foram concebidas como ferramentas auxiliares para psiquiatras, psicólogos, terapeutas e outros profissionais de saúde mental que acompanham pessoas cujas representações internas da mãe e do pai se encontram psicoemocionalmente clivadas, ou seja, divididas entre os pólos de “bom” e “mau”.
Baseiam‑se num protocolo clínico da autoria de Sandra Ramos e Jorge A. Ramos, que radica na sua experiência terapêutica desde 1998 e na sua investigação sobre a síndrome de alienação parental, as relações objetais precoces e os mecanismos epigenéticos de transmissão transgeracional do trauma.
Para Quem Foi Criado?
Este EP clínico é um convite à escuta sensível e transformadora, concebido para todas as pessoas que procuram melhorar a sua saúde psicoemocional, pacificando a imagem interna que possuem dos seus pais. Constitui também um recurso valioso para os profissionais que acompanham processos terapêuticos e de transformação pessoal:
- Pessoas num caminho de autodescoberta e empoderamento;
- Psicoterapeutas, psicólogos e psiquiatras;
- Terapeutas de Constelações Familiares;
- Enfermeiras, doulas e facilitadoras de biodança;
- Terapeutas e coaches de desenvolvimento humano.
Para Que Servem as 4 Canções?
Para ajudar a desconstruir a clivagem da díade parental, promovendo a tolerância à ambivalência.
Para criar um contentor sonoro seguro (a voz de Eloa Serel) que regula a ativação emocional sem desencadear retraumatização.
Para funcionarem como objeto transicional que o utente pode levar para fora da sessão, apoiando a mentalização e a integração entre consultas.
- Para ajudar a integrar as imagens internas sobre a díade parental, pacificando as relações consigo próprio e com os seus pais.
As 4 Canções
Integrar a Clivagem (mãe "boa" | pai "mau")
Nas Rugas que o Tempo Desenha: Fado‑Canção Contemporâneo – guitarra clássica, acordeão, cordas cinematográficas e coros. 108 BPM. Melancolia e introspecção profundas.
O Dia e a Noite Dão as Mãos: Pop Acústico Orquestral – estilo confessional, dedilhado de guitarra, percussão subtil e sumptuoso naipe de cordas. Andamento lento (76 BPM).
Integrar a Clivagem (mãe "má" | pai "bom")
Luz, Sombra e Chão: Canção de Câmara – atmosfera minimalista, voz límpida e cordas em crescendo. 115 BPM, com transição da contenção para a expansão.
A Água que Nasce do Meio: Balada Narrativa – fusão de pop portuguesa, fado e folk acústica. Voz feminina íntima, guitarra acústica e cordas dramáticas. Andamento moderado (85 BPM).
Como Usar na Prática Clínica?
Avaliação – Identificar qual a polaridade ativa na narrativa do utente (e.g., "a minha mãe é um anjo, o meu pai nunca prestou").
Escolha da versão – Começar pela versão mais intensa se o utente precisar de ver a sua dor espelhada; optar pela versão suave se houver risco de sobrecarga ou se já existir mais capacidade de reflexão sobre os pais.
Audição em sessão – Ouvir a canção juntos, monitorizando reações não-verbais e contendo quaisquer respostas emocionais intensas com uma atitude de presença contentora e não intrusiva.
Diário de escuta – O utente pode levar a canção para casa - ou ouvi-la numa plataforma de streaming – para registar emoções, memórias ou insights.
Elaboração narrativa – Na sessão seguinte, trabalhar o material emergente, estimulando a mentalização e a reconciliação com a imagem parental interna.
Como Usar Autonomamente?
Estas canções não são apenas para ouvir – são portais de reconexão com a pureza da alma. Podes usá-las:
- Em casa, como parte de práticas de autocuidado profundo;
- Durante meditações, práticas somáticas ou rituais de reconexão interior;
- Como recurso de reparentificação ou libertação emocional;
- Ou simplesmente… como escuta, com o coração aberto e recetivo.
Acesso e Formatos
As quatro faixas estão disponíveis nas principais plataformas de streaming (Spotify, Apple Music, YouTube Music, Amazon Music, Deezer, Tidal, Audiomack, etc.) e podem ser adquiridas como EP Clínico na Loja do ICI.
Propriedade Intelectual e Registos
As letras e a programação das melodias são da autoria de Sandra Ramos (IPI: 406097469) e Jorge A. Ramos (IPI: 294059052) e estão registadas na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
Os desempenhos vocais são de Eloa Serel, baseados num protocolo clínico e gerados com ferramentas de IA sob cuidadosa supervisão humana.
O uso clínico é autorizado no âmbito da prática profissional, desde que seja usado um protocolo técnico cientificamente alicerçado e respeitando os princípios de consentimento informado e da confidencialidade.
As quatro canções foram registadas na SPA em 05/06/2026 com os seguintes identificadores:
- A Água que Nasce do Meio (Mãe "Má" | Pai "Bom"): 149615.
- Luz, Sombra e Chão (Mãe "Má" | Pai "Bom"): 149616.
- Nas Rugas que o Tempo Desenha (Mãe "Boa", Pai "Mau"): 149617.
- O Dia e a Noite Dão as Mãos (Mãe "Boa", Pai "Mau"): 149618.
Perguntas Frequentes
Tens questões sobre estas canções? Por favor, verifica se alguma já foi respondida abaixo. Caso contrário, contacta-nos através do formulário no rodapé desta página.
Sim, foram criadas exatamente para esse fim. Enquanto profissional, recomendamos que obtenha consentimento informado dos seus utentes e que considere os princípios de confidencialidade aplicáveis ao seu contexto clínico ou formativo.
Sim, pode partilhar os links de audição nas plataformas de streaming (e.g., Spotify, Apple Music, Amazon Music) com os seus utentes, no âmbito da vossa relação terapêutica. Não é permitida a redistribuição pública ou comercial fora desse contexto.
Se é profissional de saúde, terapeuta ou facilitador, utilize as canções como uma ferramenta de suporte, integrada nos seus próprios protocolos e supervisão.
Se é uma pessoa a usar as canções para o seu próprio autocuidado, basta abertura e vontade de escutar com verdade.
Não. São um complemento terapêutico, não um substituto. Foram concebidas para apoiar processos de autoconhecimento, regulação emocional e integração, mas não substituem a relação com um profissional de saúde mental. São especialmente eficazes quando usadas entre sessões ou como catalisadoras de insights no contexto terapêutico.
Para se adaptar a diferentes estados emocionais e momentos do processo terapêutico. Uma versão pode ser mais introspetiva e acolhedora (para fases de validação da dor), a outra mais expansiva e mobilizadora (para fases de integração e agência).
A seleção seguiu um protocolo clínico que mapeia estados emocionais a parâmetros musicais: tempo, instrumentação, género e dinâmica. Cada par de versões foi desenhado para oferecer uma paisagem sonora adequada a diferentes necessidades terapêuticas.
Não, pode ouvi‑las autonomamente. No entanto, o trabalho de integração profunda é potencializado quando a escuta é acompanhada ou processada com um profissional qualificado.
Compreendemos a legitimidade desta preocupação. As canções terapêuticas da Eloa Serel não foram criadas para o mercado musical convencional, nem para competir com artistas humanos. São uma ferramenta clínica de intervenção psicoterapêutica, com um propósito específico: apoiar a cura psicoemocional.
A voz da Eloa Serel é um instrumento terapêutico – como um divã, um genograma ou uma caixa de areia. Não se trata de substituir cantores (nem terapeutas), mas de criar um acesso emocional que, de outra forma, seria logisticamente muito difícil: canções personalizadas, com letras de intenção clínica, supervisionadas por psicólogos e ancoradas em milhares de consultas reais.
Respeitamos profundamente o talento dos artistas. A arte e a terapia têm funções diferentes. A Eloa Serel não substitui ninguém; cria um novo espaço – o das canções terapêuticas como instrumentos de precisão para acalmar a alma.
Os ficheiros são fornecidos em MP3 de alta qualidade (320 kbps), compatível com a maioria dos dispositivos e plataformas de gestão clínica.
O link de download estará ativo durante 30 dias após a compra. Recomendamos que faça o descarregamento imediatamente e guarde os ficheiros num local seguro.
Sim, todas as letras e composições estão registadas na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pelos psicólogos clínicos Sandra Ramos e Jorge A. Ramos, autores do projeto.
Mais Questões?
Se tiveres outras dúvidas não listadas aqui, contacta‑nos através do formulário no rodapé desta página ou do email editora@ici.org.pt. Estamos ao teu dispor.
Aviso
Estas canções são uma ferramenta complementar de apoio psicoemocional. Não substituem a psicoterapia, nem devem ser utilizadas como único recurso em situações de sofrimento psicológico agudo ou perturbação mental. Recomendamos a sua utilização no contexto de um plano terapêutico estabelecido ou sob orientação de um profissional de saúde qualificado.
